IMPROVE-VTE: escore de risco de TEV no paciente clínico internado
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O IMPROVE-VTE é o escore de risco de tromboembolismo venoso (TEV) derivado do International Medical Prevention Registry on Venous Thromboembolism (IMPROVE), publicado por Spyropoulos e colaboradores em 2011. Estima o risco de TEV sintomático em 3 meses em pacientes clínicos agudamente enfermos internados, a partir de 15.156 pacientes de um registro multinacional.
As 7 variáveis do IMPROVE-VTE
Cada fator presente soma de 1 a 3 pontos, até o máximo de 12:
| Fator de risco | Pontos |
|---|---|
| TEV prévio | 3 |
| Trombofilia conhecida | 2 |
| Paralisia atual de membros inferiores | 2 |
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Registre-se no Risco MEDClasses de risco do IMPROVE-VTE
| Pontos | Classe | TEV sintomático em 3 meses (coorte de derivação) |
|---|---|---|
| 0–1 | Baixo | 0,5% |
| 2–3 | Moderado | 1,5% |
| ≥4 | Alto | 5,7% |
A incidência cumulativa de TEV na coorte foi de 1,0%, e 45% dos eventos ocorreram após a alta. Na validação externa de Rosenberg e colaboradores (19.217 pacientes), o TEV foi de 0,42% com 0 a 2 pontos e de 1,29% com 3 pontos ou mais, com área sob a curva ROC de 0,70.
Exemplo prático
Caso ilustrativo (fictício): homem de 66 anos com trombose venosa profunda prévia, internado em unidade coronariana por insuficiência cardíaca descompensada, com implante de cardiodesfibrilador previsto antes da alta.
- TEV prévio: 3 pontos
- Internação em UTI ou unidade coronariana: 1 ponto
- Idade >60 anos: 1 ponto
Total: 5 pontos, alto risco (classe com TEV de 5,7% em 3 meses na derivação). Antes da profilaxia farmacológica, o risco de sangramento é estimado pelo IMPROVE-Bleeding, e o manejo em torno do implante fica com a equipe que fará o procedimento.
Uso no perioperatório e limitações
O IMPROVE-VTE descreve o risco da internação clínica, não o da cirurgia. No laudo pré-operatório, ele é útil quando o paciente está internado por doença clínica aguda e aguarda um procedimento, ou quando o procedimento é de pequeno porte e o risco trombótico decorre da doença de base. Para o risco de TEV associado ao procedimento, a ferramenta adequada é o escore de Caprini.
Limitações: discriminação modesta (estatística C de 0,69 para o modelo de 7 variáveis na derivação); o item imobilização exige pelo menos 7 dias, o que subpontua internações curtas; e os autores destacaram a necessidade de validação externa, depois realizada, por exemplo, por Rosenberg e colaboradores. Como quase metade dos eventos ocorreu após a alta, o escore não deve ser lido apenas como risco intra-hospitalar.
Como o IMPROVE-VTE aparece no laudo
No Risco MED, o IMPROVE-VTE é calculado automaticamente e registrado no laudo com a pontuação total e a classe de risco de TEV, ao lado dos demais índices selecionados pelo médico.
Perguntas frequentes
O que significa IMPROVE?
International Medical Prevention Registry on Venous Thromboembolism, registro multinacional de pacientes clínicos internados do qual derivaram o escore de risco de TEV (Spyropoulos e colaboradores, 2011) e o escore de risco de sangramento IMPROVE-Bleeding (Decousus e colaboradores, 2011).
A partir de quantos pontos o IMPROVE-VTE sugere profilaxia?
Na tabela de modelos de risco da diretriz da ASH de 2018, escores de 2 ou mais pontos são apontados como indicação de profilaxia. Com 4 ou mais pontos, o TEV sintomático em 3 meses na coorte de derivação foi de 5,7%. A decisão final considera também o risco de sangramento.
O IMPROVE-VTE pode ser usado em paciente cirúrgico?
Ele foi derivado em pacientes clínicos agudamente enfermos, e não em pacientes cirúrgicos, e não pontua o tipo nem a duração da cirurgia. Para o risco de TEV ligado ao procedimento, a ferramenta adequada é o escore de Caprini.
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- Spyropoulos AC, Anderson FA Jr, FitzGerald G, Decousus H, Pini M, Chong BH, et al. Predictive and associative models to identify hospitalized medical patients at risk for VTE. Chest. 2011;140(3):706-14.
- Rosenberg D, Eichorn A, Alarcon M, McCullagh L, McGinn T, Spyropoulos AC. External validation of the risk assessment model of the International Medical Prevention Registry on Venous Thromboembolism (IMPROVE) for medical patients in a tertiary health system. J Am Heart Assoc. 2014;3(6):e001152.
- Schünemann HJ, Cushman M, Burnett AE, Kahn SR, Beyer-Westendorf J, Spencer FA, et al. American Society of Hematology 2018 guidelines for management of venous thromboembolism: prophylaxis for hospitalized and nonhospitalized medical patients. Blood Adv. 2018;2(22):3198-225.
Conteúdo informativo para médicos. Os índices apoiam, mas não substituem, o julgamento clínico.