NSQIP-MICA (Gupta): risco de infarto ou parada cardíaca após a cirurgia
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O NSQIP-MICA, também chamado de escore de Gupta, estima a probabilidade de infarto do miocárdio ou parada cardíaca (MICA, do inglês myocardial infarction or cardiac arrest) no intraoperatório ou até 30 dias após a cirurgia. Diferente dos índices de pontos, ele usa uma fórmula logística e devolve o risco em percentual.
Como usar a calculadora
Informe a idade, o estado funcional, a classe ASA, a creatinina e o tipo de cirurgia. O risco de infarto ou parada cardíaca em 30 dias aparece na hora.
De onde vem o NSQIP-MICA
O modelo foi publicado por Gupta e colaboradores na revista Circulation, em 2011, a partir da base do ACS NSQIP (American College of Surgeons National Surgical Quality Improvement Program). Ele foi derivado com dados de 2007, com 211.410 pacientes e incidência de MICA de 0,65%, e validado com mais de 200 mil pacientes operados em 2008. A estatística C foi de 0,874, contra 0,747 do índice de Lee (RCRI) na mesma população.
O desfecho é infarto do miocárdio (alterações eletrocardiográficas de infarto agudo ou elevação nova de troponina acima de 3 vezes o limite superior com suspeita de isquemia) ou parada cardíaca pelos critérios do NSQIP, do intraoperatório até 30 dias.
NSQIP-MICA e índice de Lee
- Lee (RCRI): 6 variáveis de 1 ponto, simples de calcular de cabeça, e o índice mais usado no mundo. Veja o índice de Lee.
- NSQIP-MICA: considera o tipo específico de cirurgia (21 categorias), a classe ASA e o estado funcional, e devolve um percentual. Precisa de calculadora.
Os dois são complementares, e muitos médicos registram ambos no laudo.
Limitações
- Foi derivado em hospitais dos Estados Unidos, e a validação foi retrospectiva, na mesma base de dados.
- Depende da classe ASA, que tem certo grau de subjetividade entre avaliadores.
- Pode subestimar o risco de isquemia em pacientes de maior risco e não inclui biomarcadores como troponina ou BNP.
Como o NSQIP-MICA aparece no laudo
No Risco MED, o NSQIP-MICA é calculado automaticamente com os dados já preenchidos e entra no laudo ao lado de EMAPO, Detsky, ACP, Goldman, Lee, ASA e Larsen, pronto para assinatura digital ICP-Brasil.

Perguntas frequentes
O Risco MED calcula o NSQIP-MICA?
Sim. O NSQIP-MICA já está incluído no Risco MED: ele é calculado automaticamente a partir dos dados do paciente e registrado no laudo de risco cirúrgico, junto com EMAPO, Detsky, ACP, Goldman, Lee, ASA e Larsen.
O que é o NSQIP-MICA?
É um modelo de risco publicado por Gupta e colaboradores em 2011, a partir da base do ACS NSQIP, que estima a probabilidade de infarto do miocárdio ou parada cardíaca no intraoperatório ou até 30 dias após a cirurgia.
Quais variáveis o NSQIP-MICA usa?
Cinco: idade, estado funcional (independente, parcialmente ou totalmente dependente), classe ASA, creatinina acima de 1,5 mg/dL e tipo de cirurgia, entre 21 categorias.
Qual a diferença entre o NSQIP-MICA e o índice de Lee?
O índice de Lee (RCRI) soma 6 variáveis de 1 ponto cada. O NSQIP-MICA usa uma fórmula logística com o tipo específico de cirurgia e a classe ASA e devolve um percentual de risco. No estudo original, a estatística C foi de 0,874 para o NSQIP-MICA e 0,747 para o RCRI.
O NSQIP-MICA já está no seu laudo de risco cirúrgico
NSQIP-MICA, EMAPO, Detsky, ACP, Goldman, Lee, ASA e Larsen calculados a partir de um único preenchimento, em cerca de 3 minutos. Sem mensalidade, R$ 5,00 de crédito para testar.
Criar conta de médicoReferências
- Gupta PK, Gupta H, Sundaram A, et al. Development and validation of a risk calculator for prediction of cardiac risk after surgery. Circulation. 2011;124(4):381-7.
- Fleisher LA, Fleischmann KE, Auerbach AD, et al. 2014 ACC/AHA guideline on perioperative cardiovascular evaluation and management of patients undergoing noncardiac surgery. Circulation. 2014;130(24):e278-333.
- Gualandro DM, Fornari LS, Caramelli B, et al. Diretriz de Avaliação Cardiovascular Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2024. Arq Bras Cardiol. 2024;121(9):e20240590.
Conteúdo informativo para médicos. Os índices apoiam, mas não substituem, o julgamento clínico.